Windows (2011) – Mariela Scafati

Windows (2011) – Mariela Scafati

Janelas são parte de nossas vidas, ainda mais em momentos como o que enfrentamos recentemente, a pandemia do COVID-19. Destinados a ficar em casa por um grande período, as janelas ganharam protagonismo no cotidiano. De repente parecia que olhar através delas era sonhar com um […]

Violeta Parra (1973) – Cecilia Vicuña

Violeta Parra (1973) – Cecilia Vicuña

No dicionário, as primeiras definições da palavra herói são de uma pessoa de grande coragem ou feitos, ou um semideus, nascido a partir das relações entre um ser divino e um outro mortal. Aos heróis grandes expectativas e destaques. Na série Heróis da Revolução, a […]

Cheap and Clean- Interrogating Masculinities Project (2012) – Ebony G. Patterson

Cheap and Clean- Interrogating Masculinities Project (2012) – Ebony G. Patterson

Existe um gênero de música jamaicano que, durante muito tempo, não era propagado como o ritmo da nação. Criado no gueto, o dancehall conquista, desde meados dos anos 1970, jovens com sua batida e steps elaborados. De Bogle à Latonya, Bounty Killer à Aidonia, o dancehall tem personalidades que criam steps de dança elaborados e cantores com músicas com letras variando entre declarações de amor à ostentação e p*taria. Nos últimos anos, o ritmo e as coreografias vem realizando um câmbio intercontinental, com dançarinos jamaicanos realizando workshops no Norte global e populares cantores das charts internacionais realizando features com djs e cantores da Jamaica. Atualmente, reconhecer a musicalidade do país é saber mais sobre o ritmo, não vendo a nação apenas enquanto o berço do reggae.

Na cultura dancehall, performar masculinidade e feminilidade é necessário, inclusive no espaço da dança. Um homem não pode fazer um whine (rebolar), passo feminino pois poderia ter consequências graves como colocar em questão a sua masculinidade. A dualidade dos gêneros deve ser marcada na dança e no corpo.

No seu projeto Cheap and Clean- Interrogating Masculinities, a artista jamaicana Ebony G. Patterson conversou com rapazes entre as idades de 8 e 22 anos em Kingston sobre quais parâmetros são usados para definir um homem ou o masculino. Junto com as conversas, em que a artista ia colocando em xeque algumas ideias do que é ser homem (prover para sua família, respeitar a sua companheira, performar agressividade), ela também pediu que os rapazes desenhassem uma roupa que representasse seu ideal de figura masculina. A roupa foi confeccionada e os jovens participaram de uma sessão de fotos, para registrar, com seus trajes, o que era a sua masculinidade. Não apenas as roupas, mas suas poses, o uso de armas de brinquedo e dinheiro, simbolizavam o que esse padrão de virilidade representava para os jovens. 

Junto com as imagens produzidas, a artista conduziu entrevistas nas ruas de Kingston e fez um documentário. Em um país em que os LGBTQIA+ ainda sofrem constantes importunações, correndo risco até de encarceramento, rever o que simboliza o masculino, principalmente entre os jovens, é importante. Mesmo com flutuações entre quais roupas um homem ou mulher podem utilizar para marcar seu gênero, a agressividade ainda permeia o imaginário do masculino. Patterson realiza um trabalho questionador, incentivando a revisão de padrões sociais estabelecidos sobre a performance do ser homem. Afinal, homens choram e usam rosa.

Para conhecer mais sobre a artista, acesse: http://ebonygpatterson.com/

Colírio por Julia Baker

Bitter Sweet – Hershey’s(2015) – Minerva Cuevas

Bitter Sweet – Hershey’s(2015) – Minerva Cuevas

O cacaueiro é nativo do México. A árvore foi domesticada e seu cultivo se expandiu pela América Central e do Sul muito antes da invasão europeia. O fruto, cacau, era usado não apenas como alimento mas como moeda na região. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl, […]

Birth of Oshun (2017) – Harmonia Rosales

Birth of Oshun (2017) – Harmonia Rosales

Quantas histórias da arte existem? Somos induzidos, desde a mais tenra idade na escola, a reconhecer a construção da arte a partir da história hegemônica europeia. Nomes como Michelangelo ou Da Vinci são destacados como grandes artistas, responsáveis pela construção dos gostos estéticos ocidentais. O […]

A Logo for America (1987) –  Alfredo Jaar

A Logo for America (1987) – Alfredo Jaar

Alfredo Jaar é um artista chileno e, como tal, se identifica enquanto americano afinal, todos somos parte desse grande pedaço de terra entendido enquanto América. Porém nunca houve só uma América. No discurso para falar do continente, tornamos a palavra plural para tentar abarcar as diferentes realidades da terra. 


As Américas…

Criamos divisões: América do Norte, América Latina, América Andina, América Central, símbolos de divisões econômicas, geográficas ou culturais, porém a terra é a mesma e, todos nós, americanos. Assim, como um país se denomina América? 

A obra de Jaar questiona esse lugar tomado dos EUA enquanto representante do continente. A instalação lembra um anúncio publicitário, mostra o mapa e a bandeira norte-americanos e afirma: This is Not America. O local escolhido para acolher o trabalho coloca em evidência o sonho e imagem do que o resto do mundo pensa sobre aquele território: no meio do Times Square, interseção entre espaços comerciais, turísticos e de entretenimento. Entre lojas de souvenir e peças da Broadway, turistas e moradores andam a passos largos, idealizando o que significa viver na “terra das possibilidades”. Atrás de sonhos de estrelato ou segurança financeira, na Big Apple todos têm a mesma chance, afinal essa é a terra dos livres, a grande América. 


Isso não é a América. 

Separamos o continente através das fronteiras e muros, criamos as subdivisões do ser americano. Nascer mais ao Norte te torna americano? E nós do Sul, apenas adjacentes? Em 1987 as disputas políticas eram baseadas em um modelo bipolar. Apesar de mudanças no cenário atual, 33 anos após o fim da Guerra Fria, as ideologias parecem seguir esse modelo: Norte ou Sul, esquerda ou direita.


América.

Jaar faz um jogo com a palavra América e a imagem de todo o continente. Afinal, isso é a América, todas as nações, arquipélagos e sujeitos que circulam nesse espaço. Através de um conjunto de imagens que se camuflam entre as propagandas para consumo imediato, o artista faz uma crítica severa sobre a representação de uma nação hegemônica que parece ter o desejo de apagar histórias e contar apenas uma narrativa.


O que é a América?

Colírio por Julia Baker

Editatona Artes + Feminismos – Visibilidade Lésbica

Editatona Artes + Feminismos – Visibilidade Lésbica

Ciclo de Conversas + Tutorial Wiki On-line na plataforma Zoom.us 26 de setembro de 2021 Horário BR: 14h – 19h Horário PT: 17h – 22h A NaPupila, coletiva de pesquisa curatorial, através da parceria com o Wiki Movimento Brasil (WMB), com a pesquisadora Bárbara Ariola […]

Editatona Artes+Feminismos – Maternagens

Editatona Artes+Feminismos – Maternagens

A coletiva de pesquisa NaPupila, através da parceria com o Wiki Movimento Brasil (WMB) por meio do incentivo da Wikimedia Foundation, convidam você a integrar no evento online Editatona Wikipédia: Artes+Feminismos | Maternagens Ciclo de Conversas + Tutorial Wiki On-line na plataforma Zoom.us 19 de […]

ENTREVISTAS – PROFISSIONAIS DA ARTE

ENTREVISTAS – PROFISSIONAIS DA ARTE

Seguimos com nossas entrevistas junto com as profissionais da arte com uma conversa conduzida por Julia Baker com a produtora cultural Stella Paiva. A entrevistada nos conta um pouco do seu percurso na área, mostrando como a produção atua em conjunto com artistas, curadores, montadores, museólogos, comunicação, enfim, é uma profissão que precisa estar sempre atenta e ajudar a negociar desejos e vontades. Produzir não se traduz em, apenas, executar e sim em pensar, negociar, compartilhar, colaborar e mais uma infinidade de ações que a função clama.

NAPUPILA – Produção cultural é uma profissão relativamente nova – no sentido da existência de graduação e cursos de especialização assim como regulamentações sobre a área. Pode nos contar como você se tornou produtora.

STELLA PAIVA – Conclui minha graduação em Comunicação Social na PUC Minas no ano 2000. Durante o curso, ainda na universidade, fiz estágios em algumas agências de publicidade em Belo Horizonte. Nesse período tive contato com produções de campanhas publicitárias, acompanhando a realização de fotos e filmes. Era uma área que me atraía muito, mas em Belo Horizonte não existia nenhum curso superior de cinema, muito menos de produção cultural.

Em 2001, uma amiga que trabalhava como assistente de direção me indicou para um estágio de produção em um longa metragem. Foi o primeiro que participei. Lembro-me do último dia de filmagem em locação externa – era numa lagoa onde foi encenada uma procissão, o filme era de época. Quando o sol se pôs e pegamos a van de volta pra casa, estava tão impressionada com a força das cenas gravadas que, apesar do cansaço, passei o caminho pensando que tinha encontrado o trabalho que gostaria de fazer para o resto da minha vida

A partir desta experiência, comecei a trabalhar no meio audiovisual. Foram 11 anos como autônoma e, durante esse tempo, acabei me especializando em produção de objetos de cena e produção de arte, funções que fazem parte do departamento de artes de um filme.

Durante os anos que trabalhei no departamento de artes passei por experiências muito ricas que só foram possíveis por causa do cinema: muitas viagens, contato com grandes equipes com múltiplas funções, contato com grandes diretores dentre outras oportunidades únicas.

Morando em São Paulo também tive a oportunidade de trabalhar na produção de peças de teatro e exposições.

NP – Você tem passagens pelo área do audiovisual e das artes visuais. Quais são os pontos que você destaca como similares em termos de produção nessas duas áreas.

S.P. – Fazer produção é viabilizar ideias, é propiciar as condições necessárias para a realização de projetos.

Existem produtores que somente executam projetos e aqueles que são proponentes de projetos. Tudo depende do tipo e tamanho do projeto. Claro que, dependendo do tamanho, as funções são divididas entre uma equipe de produção.

Posso citar algumas funções básicas de um produtor. Independente da área, são funções que estão diretamente ligadas ao planejamento, como a organização e execução das atividades de acordo com um cronograma e orçamento existentes. O grande segredo é fazer isso sem prejudicar o conteúdo dos projetos.

A principal diferença entre produção de artes visuais e de cinema é que nas exposições lidamos diretamente com a materialidade das obras de arte, e é essa especificidade que faz toda diferença na execução do trabalho.

O produto final é uma exposição de arte que ficará aberta ao público e, portanto, exige cuidados especiais relacionados à conservação e segurança das obras dispostas no espaço expositivo. Existem muitos artistas que atuam entre as artes visuais e o cinema e que utilizam recursos audiovisuais em suas criações.

Mas, voltando ao fazer produção, no cinema, além da diferença do produto final, o filme, existe uma grande diferença na estrutura e tamanho da equipe, os atores, o orçamento… É uma produção muito mais cara, se comparada à das exposições.

Quando me mudei para o Rio de Janeiro, o meu objetivo era apenas trocar de cidade, não de área. Em São Paulo o mercado para o profissional freelancer oferece muito mais oportunidades do que no Rio, onde tive a chance de entrar para uma instituição cultural. Confesso que tive um pouco de medo de não me acostumar com a rotina, porque no cinema tinha uma vida imprevisível, com viagens e horários fora do padrão. Mas tive sorte de vir trabalhar num museu com o perfil do Museu de Arte do Rio (MAR).

O que faz a diferença é a instituição produzir a sua própria programação, porque esse fator influencia diretamente no envolvimento das áreas que encaram uma programação intensa, produzindo muitas exposições. Cada exposição é um novo projeto e isso faz com que o trabalho seja muito motivador.

 NP – Você atua muito com a produção de exposições – acredito que já tenham realizado mais de 50 montagens. Pode compartilhar um pouco como é o processo. E, por serem em espaços institucionalizados, quais são as principais vantagens e desvantagens de ocorrem dentro desse modelo.

S.P. – No museu o trabalho é desenvolvido a partir de uma programação anual e, portanto, a participação das equipes acontece desde o início. Além das exposições, são realizadas diversas atividades e eventos que dialogam entre si. Tudo começa com muita pesquisa e com muitas parcerias que são peças fundamentais para uma boa programação.

A partir da concepção curatorial, as áreas envolvidas são responsáveis pela definição e aprovação de um orçamento para cada exposição prevista no plano anual.

A pesquisa é a etapa essencial para o início dos processos de pré produção. Geralmente, o trabalho de pesquisa de uma exposição continua ao longo da produção. A área curatorial é responsável pela definição das obras, etapa que deve ser compartilhada com as demais equipes, para que o trabalho de produção se inicie.

A partir daí, a produção inicia a fase de solicitação de empréstimos e contratação de serviços. A montagem das obras é a parte final , quando as obras da exposição já estão definidas e os empréstimos aceitos. Chega então  a hora de “subir” as obras.

Durante meus oito anos no MAR, tive a oportunidade de trabalhar em muitas exposições, o que não aconteceria com a mesma intensidade se eu estivesse fora da instituição.

Uma das vantagens das instituições culturais é a existência das equipes internas, o que proporciona uma continuidade do trabalho. Entretanto muitas instituições não possuem equipes suficientes para a produção dos seus conteúdos, e muitas vezes é necessário a contratação de equipe externa. Cada instituição cultural tem o seu perfil, sua missão, seus valores, sua especificidade e tenta se adequar dentro de sua realidade.

Desde o início, o MAR foi pensado para ter sua própria programação, suas exposições, seus eventos, para isso o museu tem uma equipe de curadoria, educaçõ, produção e comunicação dedicadas a programação, além de toda a estrutura administrativa. Com certeza essa é uma das principais vantagens de um espaço institucionalizado como o MAR : a estrutura disponível, o espaço e as ferramentas.

A maior contradição e também o maior desafio para a curadoria e produção nesses espaços estão na dificuldade de lidar com as exigências burocráticas em contraste com o mundo da arte.

Um instituição pública precisa seguir regras e processos assim como prestar contas para muitos órgãos públicos. Portanto , há uma exigência e um controle sobre os processos que precisam existir. Por conta disso, surgem desafios para a instituição, já que as produções artísticas são únicas, não existe um padrão, não existem 3 orçamentos de uma produção de obra.

NP – Como você vê o reconhecimento do profissional de produção no campo das artes. Pergunto não só em relação ao olhar do público, mas na relação com os demais profissionais com os quais você atua.

S.P. – A profissão do produtor de artes visuais surgiu da necessidade de se ter um profissional que cuidasse da parte mais operacional para deixar os curadores e artistas mais livres para os processos criativos. A figura do produtor vem também dos marchand e galeristas que eram os principais incentivadores e produtores de exposições de arte no Brasil até os anos 80.

Com as leis de incentivo,  a importância da função do produtor foi impulsionada, pois o produtor era também o proponente de projetos e captador de recursos para a realização das produções. Hoje em dia temos alguns cursos superiores de produção cultural, o que também ajudou muito na valorização do profissional.

Sinto que no meio artístico, as pessoas ligadas diretamente ao fazer da exposição, reconhecem sim a importância do produtor, não só como um executor, mas como figura essencial para a viabilização do projeto. O produtor de artes visuais também tem importante papel na divulgação das artes. Parece existir uma hierarquia entre funções técnicas e operacionas em relação às funções intelectuais. Não que seja proposital, mas parece existir uma relação desigual de importância, que tem sido social, política e historicamente constituída há muito tempo.
Penso, contudo, que estas dinâmicas têm se alterado nos últimos tempos, pelo menos na minha percepção e nas relações de trabalho que venho cultivando. Nos últimos anos, tive o prazer de trabalhar com curadores que valorizam o trabalho da equipe como um todo, que respeitam as responsabilidades de cada profissional.

É tempo de rever as formas de trabalho, muitas exposições pretendem uma aproximação maior do público, a democratização dos conteúdos. Essas mudanças precisam acontecer para além das programações, da forma de criar, é preciso mudar também internamente às instituições, perceber a importância de cada um na realização de um projeto. Essa percepção modifica as relações e modifica todo o ambiente de trabalho.

NP – Você ocupa, atualmente, um cargo alto em uma instituição cultural, é coordenadora de produção. Sofreu alguma dificuldade por ser mulher? Acha que existem limitações impostas pelo gênero na sua área e, principalmente, quando o gênero femino está em posições de chefia?

S.P. – Sim, claro. Como toda mulher nesse mundo machista que vivemos, infelizmente já nascemos sujeitas a passar por situações de desrespeito e assédio.

Uma vez perdi uma promoção de trabalho para um homem por acharem que ele seria mais “adequado” para lidar com o chefe, não pela competência, mas apenas pelo fato dele ser homem.

Mas existe um tipo de abuso que não é muito falado que é o abuso de poder. No meio artístico se vivencia esse tipo de abuso com frequência.

No cinema, o assédio sexual vem junto com o abuso de poder, principalmente para quem está começando e é jovem. É impressionante a cara de pau dos homens. Não sei se nesses 8 anos que estive fora desse cenário as coisas melhoraram, inclusive, atualmente, está acontecendo uma campanha contra o assédio nos sets de filmagem. Infelizmente é uma realidade.

A maioria das produtoras de artes visuais que conheço e que já trabalhei são mulheres e muito respeitadas no meio, principalmente pela seriedade do trabalho, que é lidar com empréstimos de obras e com colecionadores de arte. Mas muitos curadores, principalmente os da velha guarda, insistem em humilhar ou não levar em consideração os outros profissionais envolvidos em uma montagem.

NP – Pode nos contar de alguma experiência marcante para você na produção de exposições.

S.P. – Gosto muito de pensar no diálogo da produção artística contemporânea com o momento que estamos vivendo e como isso modifica a produção das obras e possibilita o surgimento de um montante de artistas fabulosos e potentes.

Tive muitas experiências marcantes. Dja Guata Porã foi uma das exposições que mais me influenciou na forma como enxergar a arte no mundo agora. Porque com ela foi possível trazer a produção artística de artistas indígenas contemporâneos para dentro de uma instituição. Foi um desafio a produção dessa mostra, a contratação de artistas que muitas vezes não tinham documentos ou conta bancária, mas valeu muito a pena. No dia da inauguração o espaço expositivo estava cheio de artistas indígenas, que vieram ver as suas obras expostas em um museu.

 Posso contar mais um caso que exemplifica muito bem quando um artista reconhece o seu valor, a sua força e a utiliza. Uma artista teve uma atitude muito bacana em uma exposição que eu estava trabalhando. Por uma definição curatorial, foram retirados os créditos com os nomes da equipe da parede, ficando somente o da curadoria e o da artista. A artista não aceitou essa imposição e ameaçou a direção cultural do espaço dizendo que retiraria a exposição caso os créditos não voltassem para a parede. Claro que ela conseguiu e na hora os créditos foram recolocados. Lembrei desse caso porque demonstra a disputa de poder que existe nas instituições culturais.

Stella Paiva – Coordenadora de produção do MAR, onde já produziu mais de 50
exposições desde a sua inauguração, entre elas: O Rio do Samba, Casa Carioca, Arte
Democracia Utopia, Dja Guata Porã, além de eventos que fazem parte da programação
do museu. Produtora há 19 anos. Durante esse período trabalhou também com cinema e teatro.



ENTREVISTAS – PROFISSIONAIS DA ARTE

ENTREVISTAS – PROFISSIONAIS DA ARTE

Passamos nossa vida educando e sendo educados, em uma eterna troca de cadeiras entre esses papéis afinal, o estudante tem tanto a oferecer quanto o professor, o tutor. Educação invade espaços, não é apenas na sala de aula, com um quadro branco ou, atualmente, na […]